sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Bombas nucleares melhores por um mundo mais seguro?


EUA modernizam armamento nuclear para deter países tiranos e tornar o mundo 'mais seguro'
                     
(B16 terá poder de explosão centenas de vezes maior que a bomba de Hiroshima).

Estariam os Estados Unidos prontos para uma nova guerra fria? Críticos acreditam que este é o real objetivo por trás da modernização da bomba nuclear B61, a principal do arsenal nuclear do Pentágono. O projeto levará três anos e está orçado em U$ 10 bilhões.
Os EUA afirmam que existem outras razões para a modernização, como aumentar o poder de dissuasão dos EUA e tornar o país mais forte e seguro. Tais objetivos justificariam o alto valor do projeto.


Muito longe da utopia

Um mundo livre de armas nucleares é uma ideia tão maravilhosa quanto distante da realidade. Por enquanto, a meta dos EUA e da Rússia é manter o menor arsenal nuclear possível, mas com armas eficientes capazes de deter pequenos países como Irã e Coreia do Norte.

A tecnologia utilizada para construir a B61 permitiu expandir seu poder de explosão para centenas de quilotons. Nunca nenhum armamento nuclear teve semelhante poder de alcance, precisão e potência. Para se ter uma ideia, a bomba que dizimou Hiroshima em 1945 tinha poder de explosão de 15 quilotons.

De acordo com críticos, o projeto de modernização do arsenal nuclear norte-americano é uma manobra que na realidade esconde a criação de uma nova arma nuclear, o que vai contra a política dos EUA de não aumentar seu arsenal militar. Já os entusiastas do projeto afirmam que construir uma arma menor, mais segura e eficiente, que tem como objetivo impedir a proliferação de armas atômicas em países tiranos, é a melhor forma de conter a expansão do arsenal nuclear mundial.

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